domingo, 28 de outubro de 2012

Princípios para louvor e adoração efetivos


Louvor e adoração é um ministério que tem um chamado único e específico. Requer dons e habilidades especiais que são diferentes daqueles de um músico, membro de coral, vocalista, pastor e etc.
O Ministro de louvor e adoração é um indivíduo chamado e ungido por Deus para ministrar em Sua Casa, liderando o povo de Deus à Sua presença.

Liderar louvor e adoração podem ser uma das tarefas mais difíceis dentro de uma igreja. Imagine liderar toda uma congregação (lembre-se que alguns estão cansados, doentes, machucados, teimosos, preguiçosos, não são fáceis de ensinar e etc) na presença do Todo-poderoso Deus, em ambos os níveis individuais e congregacionais. Não preciso dizer que é uma tarefa extremamente difícil! Por isso você precisa ser especificamente chamado e ungido para este ministério.

Lembre-se, o momento de louvor e adoração deve ser uma parte ativa, participatória e integral do culto. A congregação não deve ser um espectador, mas deve se tornar um participante ativo.

Abaixo darei uma breve compilação de alguns princípios que eu selecionei e separei em anos de experiências no ministério de louvor e adoração. Eu oro para que estas ferramentas possam reforçar mais e mais o seu ministério de louvor.

As três funções do líder de louvor:

1. Liderar toda a congregação até a presença de Deus
A congregação necessita de ter um encontro sobrenatural com o Pai em todos os cultos.

2. Coordenar e dar cobertura ao grupo de louvor e aos músicos
Tenha certeza de ter um conhecimento básico de música e do ministério dos cantores e músicos que trabalham com você. Quando você está liderando adoração, você é responsável pelo que está acontecendo musicalmente no palco.

3. Preparar a congregação para o tempo de palavra
Tenha certeza de estar em sintonia com a liderança da igreja. Entenda a direção que Deus está dando à sua igreja através da visão do pastor.

A atitude de um líder de louvor

1. Seja entusiasta e positivo. Soria! Deixe seu rosto refletir a Glória e alegria de Deus. Se você não fizer isso, a congregação não fará também.
2. Esteja no comando. Não seja muito tímido. Dê direções firmes. Lembre-se, insegurança destrói a criatividade.
3. Lidere pelo exemplo. Você deve ser o exemplo para um envolvimento mais ativo (aplauda, dê brados, levante as mãos, etc).
4. Seja um encorajador e um exortador. Não pregue! Apenas encorage.
5. Você deve adorar junto com a congregação.

A preparação do líder de louvor

1. Santifique-se;
2. Espere a direção do Senhor;
3. Sustância e exatidão, uma lista categorizada de músicas;
4. Ensaie, ensaie e ensaie!

Pontos práticos para o líder de louvor

1. Conheça seus músicos, cantores e/ou trilhas.


· - Ensaie com os músicos e cantores;
· - Crie sinais com as mãos para que eles possam te seguir.

2. Mudanças no tempo da música.

3. Modulações e novos tons.

4. Direções entre as músicas (repetições de coro e etc).

5. Mudanças na intensidade.

6. Transições entre as músicas.
- Escolha as músicas (com tons apropriados) antes do culto.

7. Não gaste muito tempo falando
- Encoraje o povo enquanto eles adoram (Não assuma que todos sabem o que está acontecendo)
- Você pode facilmente quebrar o fluir durante a adoração falando demais.
- Não bata na cabeça da congregação! Se alguma correção ou exortação precisa ser dada, isto deve ser feito pelo pastor, não por você.

8. Escolha suas músicas com cuidado


· - Atente para desenvolver e completar algo na adoração. Veja a adoração num âmbito geral.
· - Tome cuidado com temas, andamento e mudanças de tom (algumas músicas não podem ser ligadas!).
· - Mantenha um fluir entre as músicas. Não pare tudo depois de cada música. Aprenda medleys ou escolha músicas que possam ser interligadas (musicalmente e espiritualmente)
· - Você está cantando num tom que é confortável para a você, mas que não é confortável para a congregação?
· - Músicas de adoração normalmente precisam ser cantadas em tons mais baixos do que músicas de louvor.
· - Não escolha músicas que tem um grande número de palavras e versos para a congregação cantar, ou que tenha grandes "solos". Você somente irá perder a congregação e eles não irão participar da adoração.
· - Escolha mais músicas do que você precisa (esteja preparado para surpresas)

9. Conheça sua música


· - Não ensaie com a congregação.
· - Não cante músicas com as quais você não está familiarizado! Isto apenas traz confusão e dificulta para a congregação se focar em Deus.
· - Esteja preparado!

10. Dê direcionamentos firmes


· - Você PRECISA liderar. Não a congregação, não o coro, não o grupo de louvor ou os músicos. VOCÊ tem que liderar!
· - Sempre lidere com sua voz. Não fique assustado com a primeira nota e permaneça na melodia o máximo que for possível.
· - Dê direções claras. As pessoas respondem melhor quando eles sabem o que é esperado deles. Seja o que você quer que eles sejam.
· - Esteja um pouquinho à frente dos versos ou coros do louvor e adoração que você está cantando. Algumas vezes, em músicas novas, é bom até falar os versos antes para que a congregação saiba o que está por vir. Você deve liderar com sua voz.
· - Tenha certeza que você está liderando as pessoas para o Senhor e não para você. Lidere de uma maneira que não atraia a atenção para você.
· - Abra os olhos! Mantenha contato visual.

11. Esteja sensível ao fluir e ao timing do Espírito Santo.


· - Não tenha medo de cantar uma estrofe ou um coro várias vezes
· - Não tenha medo do silêncio (Existem diferentes ondas de adoração)
· - Saiba quando uma música já foi cantada o suficiente! Pare!
· - Não se apresse. Dê tempo para o Espírito Santo se mover.
· - Você precisa estar preparado e sensível para o Espírito Santo. Estes dois não são mutuamente exclusivos.
· - Nunca coloque Deus numa caixinha. Ele pode querer fazer algo completamente diferente do que você planejou. (Você pode cantar apenas uma música por todo o período de louvor e adoração! Esteja aberto para isso).
· - Sempre mantenha um olho no pastor. Ele/ela saberão quando algumas coisas estão em ordem e quando não estão.
· - Não tenha medo de mudar a estrutura da música. Talvez permitindo que só as mulheres cantem uma estrofe ou só os homens cantem o coro ou, então, que a congregação cante a capela algumas vezes.
· - Não fique tão "perdido no Espírito" de maneira que você esteja alheio ao que está acontecendo em volta de você.

"Meus filhos não sejam negligentes agora, pois o Senhor os escolheu para estarem diante dEle, para servi-lO e você deve ministrar a Ele e queimar incenso". 2 Cr 29:11



Por Joe Pace


* Escute os sons e melodias do CD instrumental "In The Spirit" de Joe Pace e os melhores artistas do Jazz gospel.


Fonte: Portal Adorando


domingo, 21 de outubro de 2012

Como Trocar Traste???

Em instrumentos temperados (aqueles que possuem divisão entre uma nota e outra em intervalos de semitons – que no caso do violão, guitarras, contrabaixos é feita pelos trastes) a escala tem a função de sustentar os trastes. Estes, por sua vez, configuram – através de um espaçamento específico entre eles e dentro de uma determinada distância entre o nut e a ponte – a localização das notas a serem tocadas.
As escalas de madeira necessitam de manutenção quando apresentam irregularidades em sua estrutura (torção, empenamento, desgaste) para garantir um melhor desempenho do instrumento e sua preservação.
Os trastes frequentemente apresentam problemas para o músico. Sofrem desgastes, soltam da escala, geram trastejamento etc. e, como todas as partes dos instrumentos, também necessitam de manutenção periódica que garanta um resultado sonoro satisfatórioe uma boa tocabilidade.
Abaixo será mostrado como troca-se os trastes e faz o nivelamento dos mesmos num contrabaixo.




1) Retirada do nut : O nut é aquela peça de plástico, osso ou metal que importante na altura e orientação das cordas até as tarraxas na região do headstock e até a ponte (ao longo do braço). Neste local (braço), a altura e orientação das cordas também é dada pela ponte (guitarras e baixo) ou rastilho (violões e afins).
Com o braço preso na bancada pelo headstock, usamos um formão e um martelo de acrílico e através de batidas leves desgrudamos a peça da cavidade sem comprometer sua estrutura. O nut descola da cavidade com a pressão e é possível retirá-lo com um alicate caso não desgrude facilmente.
É boa dica tem um outro em mãos caso o mesmo venha a quebrar….aí teremos de corrigir sua altura e posicionamento (outro assunto a ser desenvolvido posteriormente).





Neste caso eu quebrei a peça, confesso!
Eu nem ia divulgar este fato. Só não espalhem, por favor….rrrrrssssssss…..
2) Retirada dos trastes: Para retirar os trastes com o formão e o martelo é importante posicionar a lâmina no vão entre o próprio trastes e a escala pela lateral (assim como na foto) e bater muito levemente de modo a não danificar a escala. Com este procedimento o traste levanta levemente nos cantos.





E assim é possível, com um alicate torquesa (ou torquês), soltá-lo gradualmente até que se desprenda completamente da escala.



Como o traste possui travas, no momento de soltá-lo da escala pode acontecer de lascar a madeira. Neste caso é só sujeira mesmo.



Imagem do apocalipse. Trastes podres e escala totalmente riscada. Mas isso vai mudar!



Ajustando o tensor para que ele tenha ação depois do nivelamento. Caso a madeira esteja muito prejudicada e houver a necessidade de acionar totalmente o tensor para compensar um empenamento, por exemplo, o diagnóstico não é nivelamento da escala. Neste caso a troca da escala ou até mesmo do braço pode ser o melhor caminho apesar de não ser o mais fácil.



Com um toco de madeira (reto de preferência, afinal estamos falando de nivelamento e não o contrário), uma lixa 80 e pressão moderada damos início a retífica da escala.
Toda escala possui um raio de curvatura, por isso, acompanhar o desenho do raio durante a lixagem da madeira mantém a escala no mesmo padrão inicial.
Utilizar um bloco com o mesmo raio da escala é uma outra opção.


Com uma régua de metal, confere-se toda extensão da escala. Para saber se o nivelamento está bom, meça a escala em três partes: as duas laterais e o meio.
Uma dica: dependendo do calibre das cordas a serem utilizadas, deixe uma leve curvatura negativa com a afinação das cordas o braço ficará reto.


Traste médio jumbo.



Com o nivelamento da escala, há a diminuição de massa de madeira, portanto as cavidades dos trastes podem ficar mais rasas.
Para fazer esta verificação, utilizei uma lâmina de estilete para medir a profundidade da haste do traste.


Lâmina com a delimitação da haste marcada com uma lapiseira.



Verificação de cada cavidade.
Se a linha desenhada na lâmina não passar por dentro da cavidade, significa que precisa aumentar sua profundidade para abrigar toda extensão da haste do traste.



Com um serrote específico (0,06mm de expessura), aumenta-se a profundidade das cavidades até que a marca feita na lâmina não apareça na verificação.



Corte dos trastes.
Como comprei o rolo de trastes tive que fazer o corte individual para cada casa.
Lembrando que é possível comprar o jogo de trastes já cortados. O único problema é que estes geralmente não vêm curvados, acompanhando o raio da escala. Neste caso seria necessário curvá-los manualmente.


Suporte marcando os trastes de cada casa… afinal cada traste tem um comprimento de acordo com cada casa.
O importante é se organizar e fazer seu trabalho render!


Com um “tapetinho” para preservar o braço das marteladas contra a mesa, a instalação dos trastes começa com o martelo assentando o mesmo nas cavidades.



Todos os trastes devem estar com a cabeça encostada totalmente na escala. Sem vãos.



Retirada das rebarbas com alicate turquesa. Tomando cuidado para não cortar um pedaço da lateral da escala junto.



Gotas de bonder nos vãos das cavidades dos trastes, pela lateral da escala.
A cola penetra e segura o traste.



Nivelamento lateral dos trastes: como podem perceber sempre tem um dispositivo facilitador nas horas mais difíceis. Neste caso é uma lima colada em um pedaço de madeira.
A lima deve manter-se perpendicular a escala e retirar todo excesso de trastes pela lateral em ambos os lados.


Angulação da lateral dos trastes para acabamento.
A lima deve manter-se angulada por igual durante sua passagem em toda extensão da peça.



Dica: não acentuar demais o angulo.



Acabamento com lixas 220 e 400 respectivamente.



Agora sim começa o nivelamento dos trastes.
Primeiro isola-se a escala com fita crepe. Ou não… vai da consciência de cada um!


Conferindo com a régua a altura dos trastes. Uns mais altos outros mais baixos. Normal depois de algumas marteladas… umas mais fortes, outras mais fracas.



Mesma idéia do nivelamento da escala, começando o nivelamento dos trastes com um taco reto (sem comentários) e uma lixa 120.
O taco com lixa deve seguir o trajeto: lateral, meio, lateral – para cobrir toda extensão dos trastes.



Novamente a régua de metal como parâmetro do nivelamento.
Os trastes devem encostar na régua em todos os pontos: lateral, meio, lateral.
Quando isso acontecer, inicia-se o acabamento com lixa 220 e 400 respectivamente seguinto o mesmo trajeto do taco no nivelamento.


Trastes nivelados e com acabamento.






A próxima etapa é o arredondamento das laterais dos trastes.
Existem diversos métodos para realizar este trabalho, mas optei pela micro retífica com um disco de borracha. Apenas para quebrar a quina dos trastes.


Resultado do arredondamento com a micro retífica.



Polimento com lixas 400 e 1200.



Posteriormente, uma palha de aço para dar mais brilho.



Cera de carnaúba para finalizar o polimento.



Agora sim a última etapa de finalização na politriz.



Resultado do polimento.



Resultado do trabalho de nivelamento de escala e trastes.

Com a montagem do instrumento é necessário verificar novamente o tensor devido a tensão das cordas e se ocorre trastejamento em determinada região. Leia também o tutorial sobre como diagnosticar um trastejamento:
Fonte: http://vintagemusicware.wordpress.com

Avivamento, unidade e adoração.

Temos tido muita ênfase nos últimos anos nesses três aspectos da vida cristã e gostaria de unir os três nesse artigo.

A vida cristã não pode ser vivida em departamentos e é um erro pessoas dizerem, por exemplo, que "adoração não é para mim, meu foco é evangelismo" ou vice-versa ou outro qualquer exemplo que queira dar. Precisamos entender que todas as coisas se interligam e que de alguma forma devemos desenvolver e atentar para todos os aspectos da vida cristã, ainda que tenhamos dons e características que nos direcionem mais a certos aspectos do que a outros.
Antes de tentar unir essas três palavras, queria dar uma definição pessoal sobre elas. Talvez os conceitos que tenho coincidam com os seus ou se completam ou mesmo sejam opostos aos seus. Se forem opostos ou se você quer acrescentar algo a esses conceitos, gostaria de conhecer o que você pensa para tentar ampliar o que entendo sobre esses assuntos, por favor, me escreva.
Avivamento: é a vida de Deus fluindo de forma intensa no Seu corpo que é a igreja. É a vida de Deus fluindo em mim e através de mim, ou seja, entrando e saindo vida de Deus através da igreja como corpo e em cada cristão individualmente.
Unidade: é a capacidade de coesão entre cada pequena partícula do corpo, possibilitada pela sua união com outros membros e com a cabeça. Qualquer membro desconectado de um (outros membros) ou de outro (a cabeça, centro de comando do corpo) perde a sua característica de unidade uma vez que não consegue desempenhar totalmente suas funções. Outra coisa importante é que a unidade não está condicionada a projetos que possamos desenvolver juntos, mas sim a estarmos ligados nos membros e no cabeça. Um indivíduo ou grupo de pessoas poderá nunca fazer nada junto com outros em termos de projetos e ainda assim estarem vivendo em plena unidade.
Adoração: é uma atitude de prostração e entrega diante do Senhor Todo Poderoso. É uma vida onde seja lá o que for que se estiver fazendo torna-se um ato de entrega e rendição ao Senhor. É tocar a Jesus de alguma forma, seja com cânticos, com nossa vida de oração, com um cuidado a um de seus pequeninos, etc. Não creio numa adoração simplesmente vertical onde tocamos ao Senhor e somos cheios e cheios e cheios e não deixamos essa adoração se expressar também na horizontal tocando a Jesus através de um cuidado aos seus pequeninos. "Tive fome e destes de comer, tive sede e me destes de beber, .... fizestes isso a mim quando o fizeste a um de meus pequeninos".
Que relação então há entre essas palavras?
Quando buscamos e clamamos por avivamento, e isso é muito importante e necessário, estamos dizendo ao Senhor que reconhecemos nosso estado e que precisamos desesperadamente do fluir cada vez maior de Sua vida. A busca por avivamento deve ser algo constante em nós e na minha opinião é um erro dizer que o alcançamos. Pelo simples fato de que sempre haverá mais intensidade de vida de Deus a fluir em nós a medida em que nos humilhamos e reconhecemos que não somos nada diante de Sua glória e presença. Sempre haverá mais enquanto nos mantivermos famintos e sedentos. Agora quando dizemos que já temos estamos de certa forma declarando que estamos chegando a um ponto de satisfação o que é o princípio do término do fluir do Senhor. A pior posição de um cristão é quando ele se diz satisfeito, pois a partir daí o fluir da vida de Deus começa a diminuir. Temos então que ser imensamente gratos por tudo que recebemos do Senhor e ao mesmo tempo permanecer insatisfeitos com nossa condição, pois há sempre mais em Deus. Por esses motivos creio ser um erro dizer que já alcançamos o avivamento. Para mim há coisas que quando temos não conseguimos enxergar que temos, por exemplo, você nunca verá uma pessoa verdadeiramente humilde se considerar como tal, o mesmo para uma pessoa reconhecidamente sábia, ela sempre saberá que há algo mais na sabedoria de Deus e que apesar de tudo o que tem recebido ainda há muito mais. O avivamento se encaixa nessa categoria de qualidades pessoais, quem tem não consegue reconhecer que tem e é apenas visível a terceiros. O avivamento genuíno na vida de alguém é algo que a história irá contar e não uma história que essa pessoa tentará provar que tem.
Ao clamarmos então por avivamento, sabendo que sempre haverá mais, estamos na verdade pedindo ao Senhor por um fluir de Sua vida em cada um de nós. Pedimos que entre e saia vida em nós e através de nós, cada vez com mais intensidade. Muitas vezes não atentamos para isso, mas é necessária uma disposição total pela UNIDADE da igreja quando clamamos por avivamento. Pois devemos estar prontos a receber e compartilhar a vida do Senhor através de Seu corpo. É preciso então estarmos prontos a receber o fluir de vida do Senhor de diferentes partes do corpo, ou seja, inclusive daqueles irmãos com os quais não temos muita afinidade ou com os quais temos algumas divergências "doutrinárias". Mas se eles mesmo assim fazem parte do corpo será necessário que estejamos prontos, a saber, receber o fluir de vida do Senhor através deles e deixar fluir a vida do Senhor de nós para eles. Sem isso nunca teremos um avivamento pleno, pois estaremos tentando restringi-lo a uma parte do corpo com a qual temos mais afinidade que pensa igual ou semelhante a nós. O mesmo acontece quando tentamos formatar outras pessoas e grupos a se tornarem como nós como um pré-requisito para se experimentar o avivamento, aí também não haverá genuíno avivamento. Há nesses casos o grande perigo de se criar mais uma atitude religiosa do que qualquer outra coisa. Precisamos então saber conviver com a diversidade do corpo de Cristo e achar nessa diferença uma força e não uma fraqueza. Nenhum grupo ou indivíduo tem em si mesmos a revelação completa do Senhor, e precisa reconhecer essa sua limitação para poder viver uma unidade verdadeira com todo o corpo. Quanto mais exclusivistas somos menos avivados poderemos ser, pois o fluir da vida não será pleno.
Vemos então uma ligação intensa entre avivamento e unidade. Agora, o que as duas palavras tem a ver com a adoração?
Jesus disse em João 17 que ele tem nos transmitido a glória que o Pai deu a Ele para que fossemos um e que deveríamos ser um para que o mundo creia. Vemos então que nessa transmissão de glória é o momento ou um dos momentos em que somos capacitados a ser um com nossos irmãos ainda que sejamos tão diferentes. A bíblia também nos diz que somos transformados de glória em glória. Ou seja, estarmos constantemente sob a glória de Deus é o que irá nos capacitar a ser um em Cristo, é o que nos trará uma identificação com todo o seu corpo, ou seja, com toda a sua igreja. Quanto mais permanecermos sob a Sua glória, tanto mais seremos um e conseqüentemente tanto mais avivados, uma vez que o avivamento vem do fluir da vida de Cristo no corpo.
A nossa vida de verdadeiro adorador, que se expressa em cada pequena atitude que tomamos no decorrer do dia, o nosso tempo a sós com o Senhor em prostração diante de Sua presença, a nossa vida totalmente rendida e dedicada a Ele como uma atitude de adoração, irão subir como "fumaça" ou "vapor" até os céus e será respondida por Ele como chuva sobre nós. Creio que essa é a transmissão de glória que Jesus se referia naquele versículo. Assim como no natural para que haja chuva deve haver antes a evaporação, no mundo espiritual para que haja esse derramar de Deus sobre nós é necessário um constante elevar de incenso (vida de adoração) à sua presença.
Creio que a história contará o que aconteceu no tempo em que vivemos hoje e que não cabe a nós dizer que já alcançamos isso ou aquilo, mas devemos continuar todos os dias olhando para Jesus e buscando desesperadamente a sua presença a cada instante, se é que estamos realmente a fim de que o mundo creia.

Abraços

Por Nelson Tristão

domingo, 10 de junho de 2012

O segredo do lugar secreto

Gostaria de compartilhar com vocês uma experiência recente que tive a oportunidade de viver nestas duas últimas semanas. Espero que ao ler este texto, você seja encorajado a se alinhar ao centro da vontade de Deus e descubra os segredos do lugar secreto. Denominei estes dias como " O tempo de descoberta do lugar secreto" Mateus 6, com certeza ao final deste texto você irá entender o porquê.

Desde o ano de 2011 Deus tem me despertado profundamente a desenvolver uma vida de oração e adoração mais intensa. Algumas palavras específicas se tornaram parte do meu vocabulário constantemente, tais como: propósito essencial, lugar secreto, intimidade com Deus, centralidade em Cristo. Quantos momentos específicos e inesquecíveis tive com Deus desde então, e no meu íntimo eu tinha uma convicção de que Deus estava gerando algo novo em minha vida. Deus é perfeito e faz tudo com maestria, quando buscamos estar alinhados aos propósitos dele, tudo coopera para o bem.

Romanos 8:28

" Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Creio que o que vivi nestes últimos dias é parte da preparação de Deus para um tempo novo.

Vamos lá então.

09/04

Desembarquei na cidade de Kansas City para um curso intensivo de oração e adoração no ministério IHOP, uma iniciativa da liderança do mesmo com o propósito de semear na igreja brasileira. Cheguei lá com muita expectativa no meu coração e grande disposição para ouvir a voz de Deus, e em todo o tempo estive atenta aos comunicados do Pai. Tive a alegria de viajar acompanhada de uma amiga muito querida e também uma pessoa faminta e sedenta por Deus o que foi muito edificante. Antes mesmo do início das reuniões tive a oportunidade de conhecer pessoas muito queridas e comprometidas com Deus, e que se tornaram grande amigas ao longo dos dias.

10/04

Ao chegar na sala onde foram feitas as reuniões pra minha alegria e surpresa encontrei pessoas preciosas sendo que algumas eu já conhecia do Brasil e outras ao longo dos dias tive a honra de conhecê-los. A turma era formada por vários líderes da igreja brasileira que estavam ali para um tempo de aprendizado e consagração ao Senhor (penso que isso é importantíssimo na vida de todo líder, tempo para receber através de outros). É maravilhoso o fluir de Deus quando nos unimos com o mesmo coração e um mesmo propósito, desde o primeiro momento de adoração pude sentir a presença " densa" de Deus. Algo encorajador pra mim, foi o fato de estar em lugar onde o foco era Jesus, ninguém se ocupou em ter um " lugar especial",ou até mesmo fazer uma "participação especial" , estávamos ali para buscar a presença de Deus juntos e orar por nossa nação.

A palavra de abertura foi maravilhosa, trazendo um enfoque no papel e identidade da igreja como casa de oração, baseada no texto de Mateus 21:12.

" Em todos os lugares nós seremos a casa de oração, uma cultura de oração permeará onde quer que o evangelho seja pregado.Esse será um combustível para que Deus seja conhecido em todas as nações." Dwayne Roberts

Me senti confrontada (no bom sentido) por esta palavra a me dedicar a uma vida oração e me apropriar como igreja da autoridade que nos foi confiada por Deus aqui nesta terra. Tiago 4.

Tivemos uma pausa para o almoço e como Deus falou comigo profundamente através de um irmão e sua esposa os quais se assentaram na mesma mesa em que eu estava, no desenrolar da conversa algo de Deus se rompeu dentro de mim e comecei a chorar..Enfim, tive o privilégio de ouvir pessoas experientes que tem a consciência da missão de deixar um legado aqui na terra, preocupados em formar uma nova geração.LINDO!!!!! Isso é reino de Deus!!!!!

A noite na reunião, momento que com certeza é difícil descrevê-l o. O tema ministrado foi "ser fascinado por Jesus" e o pregador transmitiu esta mensagem com o coração, palavras,olhar, foi muito intenso!!! (diferente quando alguém prega do que vive). Me identifiquei muito com esta mensagem, meu coração estava a ponto de explodir, presença de Deus imensurável!!!!!!

11/04

Nesta manhã foi maravilhoso!!!Logo que cheguei um irmão me procurou e me entregou uma palavra profética tão diretiva e confirmadora, foi edificante! Imagine você estar em um ambiente profético impregnado da presença de Deus, eu só conseguia agradecer e louvar ao Senhor por ter ouvido e obedecido sua voz.

Tivemos a oportunidade de participar de alguns ensinamentos a respeito de oração, interseção e adoração dentro do entendimento que o ministério do IHOP tem, e a partir daí tivemos momentos de prática na presença de Deus. Muitas coisas ficaram mais claras pra mim, algumas questões que eu tinha por vários anos Deus trouxe luz e entendimento, RESPOSTAS!!!!!! Muitas vezes somos resistentes a estruturas e formatos, mas algo que pude aprender ali, que a estrutura não é um problema, na verdade ela é uma ferramenta que serve àquilo que nasce genuinamente em Deus. A estrutura se torna um problema se mudamos a ordem dos fatores,ou seja, quando ela antecede à visão, o propósito; a existe estrutura para servir o propósito e não o contrário.

Tive a oportunidade também de me reunir com algumas pessoas da liderança do IHOP e pude compartilhar a respeito da escola adorando e o trabalho que temos realizado no Brasil pela graça de Deus. Me impressionei com a disposição deles em nos ajudar, compartilhar e servir, não encontrei pessoas ligadas em títulos ou posição ou até mesmo inacessíveis, encontrei sim pessoas dispostas a compartilhar do que Deus deu a eles,isso é visão de reino!!!!!!!!!

Participamos de alguns momentos na sala de oração e interseção e foi maravilhoso, onde crianças, jovens, velhos todos de diversas nacionalidades se reunem para adorar a JESUS!!!!Nesta sala vários grupos de ministros se revezam em turnos de duas horas, vinte e quatro horas por dia cantando e orando a palavra e Deus. Por treze anos ininterruptos eles têm experimentado oração e adoração 24×7, incluindo um ministério com crianças. As crianças do ministério são ensinadas na palavra a respeito de coisas profundas da presença de Deus e existe um lugar onde elas também ministram.( #PRA PENSAR:será que o lugar das crianças na igreja é realmente na "salinha"? Os futuros ministros do evangelho precisam ser ministrados, ensinados e receber fundamentos, se verdadeiramente queremos ver mudança na história da igreja. O dia em que abrirmos os nossos olhos e corações para esta realidade, quem sabe vai "fartar" pessoas dispostas a servir ao Senhor pastoreando as crianças na igreja.) Uma criança que é alcançada pelo poder de Deus se torna um canal para que os pais sejam alcançados, a vizinhança seja alcançada por Deus, e ai quem sabe cidades inteiras se renderão aos pés de Jesus.

Lucas18:16-17 " Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. 17 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele."

Ainda neste dia ao final da tarde, tive a alegria de conhecer uma grande mulher de Deus ( Stacey Campbel ), profetiza, pessoa muito usada por Deus em várias nações, e o que me chamou mais atenção nela foi simplicidade, coração de serva, caráter de Jesus. Penso que unção de Deus deve andar junto com o caráter de Jesus em nós. Quem se vê grandioso demais e se torna inacessível está desalinhado com o caráter de Deus e não produzirá frutos eternos. A reunião da noite foi benção demais!!!!Deus confirmando mais uma vez tantas palavras que há muitos anos foram ministradas a mim e minha família. Deus usou todas as circunstâncias e palavras para aumentar a minha convicção de que estou no lugar certo e fazendo a coisa certa. aleluia!

12/04

Quinta-feira pela manhã decidi tirar um tempo para descansar e processar tudo o que Deus estava fazendo dentro do meu coração (Tempo para meditar e me aquietar na presença de Deus). A tarde o Senhor me proporcionou encontros literalmente marcados por ele, em todas as conversas nas reuniões que tive era bem claro que eu estava na agenda de Deus!!!! Nesta tarde tivemos um culto marcante e a palavra "rhema" foi: Buscar o conhecimento de Deus, ministrada por Mike Bickle. Meus Deus!!!!!!!!! Mais do que um estudo dirigido,teológico e etc. Como é benção ouvir de alguém que experimentou algo verdadeiro em Deus e que fala disso, realmente é muito bom ouvir falar de Deus!!!!!(estava precisando disto). Logo após tivemos uma reunião com Mike Bickle, onde alguns pastores brasileiros tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências e vivências como parte da igreja no Brasil, ouvi-los foi edificante! Neste dia a noite, tivemos a oportunidade de ouvir através da Stacey Campbel a visão do THE CALL, como nasceu, qual o propósito e a boa notícia é: Novembro deste ano acontecerá um THE CALL em Belo Horizonte, tempo onde a igreja do Senhor se reunirá para interceder pela nação.uhuhu!!!!!

13/04

Sexta-feira, meu último dia lá, iniciando com um tempo na sala de oração reunidos em interseção pelo Brasil, tão lindo ver pessoas de vários lugares do mundo levantando um clamor por nossa nação, isso é visão de Reino!!!! Tive a oportunidade de receber uma palavra profética através de alguns alunos coreanos estudantes do IHOP, Deus confirmou, afirmou e me edificou muito!!!!!!!! Pela tarde tivemos mais um culto, tempo precioso de adoração e um testemunho lindo e impactante de uma das líderes da faculdade do IHOP. Logo depois, fomos conhecer o prédio da faculdade e mais uma vez,

Deus falando, tocando, tempo de comunhão entre toda a turma que foi.

No sábado pela manhã dia de ir embora (snif,snif), e pra fechar com chave de ouro, Deus usou tremendamente o motorista que nos levou ao aeroporto. Quando menos esperávamos Deus estava ali naquele carro se movendo em nossos corações.

Ao final de tudo se eu pudesse resumir esta experiência, deixaria aqui: vale a pena obedecer a Deus em todo o tempo, somos parte de um todo e o cabeça é Jesus, fomos criados para o louvor da glória de Deus e para conhecê-lo cada vez mais, somos discípulos de Jesus e devemos viver em unidade com simplicidade e verdade, o segredo do lugar secreto (o começo da nossa missão, conhecer a Deus, conhecer o coração de Deus e ser um instrumento dele aqui na terra).

Sei que existe mais, e este tempo é parte de um longo processo, mas estou extremamente grata a Deus por ter me proporcionado viver e experimentar desta porção Dele!

"O SENHOR é a minha força e o meu cântico; e se fez a minha salvação."

Salmos 118:14

Deus abençoe sua vida.

Christie Tristão.

O comportamento no ensaio

Para muitos, o ensaio de uma equipe de louvor é uma experiência maravilhosa - alegre, encorajadora, desafiadora, voltada para a comunhão e agradável a Deus. Para outros, entretanto, a noite de ensaio pode representar um momento repleto de sentimentos de medo, imperfeição e até mesmo solidão - está claro que não é nada disso o que Deus pretende. O dilema da equipe de louvor Numa perspectiva musical, uma equipe de louvor representa um interessante dilema. Talvez seja o único contexto em que um grupo tão diverso de músicos se reúne e espera produzir um som apropriado ao consumo das multidões. Uma equipe de louvor pode, e geralmente é assim, representar uma larga mistura de forças e habilidades musicais - desde o profissional experiente até àqueles que acabaram de aprender alguns poucos acordes.

Se considerarmos a idéia de que os músicos naturalmente tendem a gravitar ao redor daqueles que compartilham níveis de habilidades semelhantes, esta integração pode, fora desta perspectiva, produzir alguns efeitos devastadores na experiência de participar de uma equipe de louvor. O fato é que muitos pastores, muito freqüentemente, relacionam intimamente o crescimento da igreja com o som da equipe de louvor. Daí você tem o ambiente propício para a divisão e a desordem. Esta é a má notícia. A boa notícia é que nós podemos crer no modo maravilhoso que Deus tem nos chamado, e providenciado os meios pelos quais nós podemos interagir tanto no mundo espiritual como no musical. Se isso soa bastante como algo que vem do Reino de Deus. então realmente é!

A técnica nunca isenta o músico de ter uma vida que busca ardentemente a justiça e o caráter de Jesus. A personalidade artística é responsável! Além de tudo, o ensaio deve ser um ambiente de verdade - um lugar de repouso, de baixar a guarda e desenvolver a música juntos. Para encerrar, existem algumas poucas sugestões que eu gostaria de passar a respeito das normas de comportamento no ensaio.

Boas maneiras no ensaio
Um dos erros mais comuns acontece quando permitimos que alguns músicos fiquem tocando sem propósito antes do ensaio começar. Embora muitos vejam isso como algo alegre, e até inocente, isso pode trazer implicações infelizes. Imagine só por um momento que o músico se sente travado, ou acanhado. Só o fato de passar pela porta pode ser suficiente para fazer com que ele pense em desistir. Ao percebermos sentimento de incapacidade, o nosso trabalho é encorajar e envolver os membro da equipe com verdade e amor. Os líderes de louvor podem agendar um momento para uma "jam" interativa - talvez depois que o ensaio acabar, quando todos estiverem se sentindo mais seguros.

Deveríamos gastar algum tempo para que os músicos e cantores pudessem interagir sem os seus instrumentos. Embora os retiros semestrais e encontros periódicos possam ser eficazes, um momento semanal de comunhão proporciona um bom caminho para a construção de relacionamentos baseados na confiança e aceitação.

Outro ponto negligenciado é a maneira de permitir que alguém possa contribuir e perceber qual será a sua função na música. Uma idéia simples é dividir o grupo em instrumentistas e vocalistas. Ensaie a banda por um período controlado de tempo e encoraje os vocalistas a ouvirem, a cantarem com o microfone desligado e a basicamente se sentirem confortáveis com a sensação da música. Depois, dê uma pequena folga aos instrumentistas enquanto os vocalistas passam sua parte. Chame os músicos e passe a música com todos juntos. "O mesmo exercício pode ser aplicado aos instrumentistas que não tocam o tempo é importante e nós temos um tempo de ensaio específico para vocês". Segundo, ela força a banda a priorizar e gerenciar bem o já limitado tempo do ensaio.

Uma das maneiras maravilhosas de quebrar as barreiras dentro do contexto de uma equipe de louvor é fazer perguntas aos outros. Ao invés de mostrar o que você sabe, tente descobrir o que os outros sabem. Não existe um gesto maior de aceitação musical do que um baterista se aproximar de um tímido flautista e perguntar sobre o seu instrumento, procurando saber como ele funciona. Ao levar em consideração a habilidade e a experiência de alguém, uma coisa é certa - temos nos doado a um instrumento, e ninguém melhor do que nós para falarmos sobre ele. Seja você a pessoa que faz essas perguntas primeiro.

Um último pensamento nos faz lembrar da questão da afinação. Eu creio firmemente no afinador eletrônico e, particularmente, sugiro que um afinador seja parte integral do orçamento do equipamento de som de uma igreja. Por que estou trazendo este assunto à tona? Embora seja verdade que muitos possam afinar perfeitamente "de ouvido", criar a cultura de usar o afinador leva tempo. Primeiramente, outros não se sentirão intimidados em usar os seus próprios afinadores. Em segundo lugar, existe um clima de união quando todos se reúnem ao redor do afinador. Isto pode soar estranho, mas a questão é que nem todos percebem quando há alguém destoando na equipe de louvor. Em terceiro lugar, até mesmo a pessoa que tem um senso mais perfeito de afinação pode estar em um dia ruim. Finalmente, a música só pode soar melhor quando todos estão musicalmente e espiritualmente afinados. Você vai se surpreender ao ver o quanto o seu ensaio vai melhorar se você gastar alguns poucos minutos com essa importante tarefa.

Batalhando pelo trabalho em equipe
Enquanto a nossa musicalidade simplesmente nos dá um contexto de adoração, é a nossa mentalidade espiritual que nos capacita a adorar e a liderar outras pessoas. Saber que esses princípios de ensaios podem ser aplicados hoje, pode facilitar o "tocar bem juntos" - o objetivo principal da maioria das equipes de louvor.

Bruce Ellis é o pastor de adoração da Cambridge Vineyard em Ontario, Canadá. Ele também é compositor, produtor e músico professional e vive em Cambridge, com sua esposa Laura e seus quatros filhos: Sam, Abby, Noah e Sally.


Bruce Ellis

Fonte: www.vineyarmusic.com.br
 

Teoria Musical - Modos Gregos (Parte 2)

Como saber o modo a utilizar ?

Antes de mais é importante conseguir utilizar os ouvidos. Como nem sempre estes ajudam aqui vai uma formula (mais ou menos) mágica.

A partir da progressão de acordes que a musica sobre a qual se pretende solar ou improvisar é possível determinar (em teoria) o modo a utilizar. A progressão de acordes determina os intervalos da escala, pelo que basta identificar o modo que utiliza os mesmos intervalos!

Para perceber a identificação dos intervalos é importante a lição sobre a harmonização da escala maior (que brevemente será apresentada).

Por agora basta conhecer a escala harmonizada de acordes:

C Maj D min E min F Maj G maj A min B dim (min) C Maj
T T st T T T st
I ii iii IV V vi vii VIII

A ideia é descobrir onde é que a progressão de acordes se encaixa nesta escala, não em termos de notas, mas relativamente à natureza do acorde (min / Maj) e em relação aos intervalos.

Numa progressão de acordes podem existir vários acordes (tipicamente até quatro ou cinco). Como cada um destes tem que ser confrontado com as possibilidades dentro dos maiores ou menores da escala harmonizada, as "simulações" podem ser bastante aborrecidas, pelo que a exclusão de parte ajuda bastante.


Exemplo:

Suponha a seguinte sequência de acordes: E C#m G#m A (The Pixies - Where is my mind ?)

Ordenando os acordes: C#m E G#m A, os intervalos são: min + Tst(Maj) + TT(min) + st(Maj) + TT(min)

Temos que comparar esta sequência de intervalos com todas as posições de acordes para determinar quais as combinações possíveis de intervalos versus natureza do acorde (maior / menor). Como na escala harmonizada só existem 3 acordes maiores contra 4 menores, é mais fácil fazer a comparação contra um acorde maior. Assim, é mais fácil ordenar os acordes a partir de E e A e confrontá-los com a escala harmonizada.

Os intervalos a testar são:
Maj + TT(min) + st(Maj) + TT(min) + Tst(Maj) - E G#m A C#m
Maj + TT(min) + Tst(Maj) + TT (min) + st(Maj) - A C#m E G#m

Os intervalos a começar nos acordes menores são:
min + Tst(Maj) + TT(min) + st(Maj) + TT(min) - C#m E G#m A
min + st(Maj) + TT(min) + Tst(Maj) + TT(min) - G#m A C#m E


Tom base Modo Intervalo C
Jónico
C# Dmin
Dórico
D# Emin
Frígio
FMaj
Lídio
F# GMaj
Mixolídio
G# Amin
Eólioi
A# Bmin
Lócrio
E Jónico em E Maj+TT(min)+st(Maj)+
TT(min)+Tst(Maj)
1.
Maj
2.
(1.)+TT(min)
3.
(2.)+st(Maj)
4.
(3.)+TT(min)
A Jónico em A Maj+TT(min)+Tst(Maj)+
TT(min)+st(Maj)
1.
Maj
2.
(1.) + TT(min)
3.
(2.)+Tst(Maj)
4.
(3.)+TT(min)
E Lídio em E Maj+TT(min)+st(Maj)+
TT(min)+Tst(Maj)
1.
Maj
2.
(1.)+TT(min)
3.
(2.)+st(Maj)
A Lídio em A Maj+TT(min)+Tst(Maj)+
TT(min)+st(Maj)
3.
(2.)+Tst(Maj)
4.
(3.)+TT(min)
1.
Maj
2.
(1.)+TT(min)
E Mixolídio em E Maj+TT(min)+st(Maj)+
TT(min)+Tst(Maj)
3.
(2.)+st(Maj)
4.
(3.)+TT(min)
1.
Maj
2.
(1.)+TT(min)
A Mixolídio em A Maj+TT(min)+Tst(Maj)+
TT(min)+st(Maj)
3.
(2.)+Tst(Maj)
1.
Maj
2.
(1.)+TT(min)
C#m Dórico em C# min+Tst(Maj)+TT(min)
+st(Maj)+TT(min)
1.
min
2.
(1.)+Tst(Maj)
3.
(2.)+TT(min)
4.
(3.)+st(Maj)
G#m Dórico em G# min+st(Maj)+TT(min)
+Tst(Maj)+TT(min)
1.
min
2.
(1.)+st(Maj)
C#m Frígio em C# min+Tst(Maj)+TT(min)
+st(Maj)+TT(min)
4.
(3.)+st(Maj)
1.
min
2.
(1.)+Tst(Maj)
3.
(2.)+TT(min)
G#m Frígio em G# min+st(Maj)+TT(min)
+Tst(Maj)+TT(min)
4.
(3.)+Tst(Maj)
1.
min
2.
(1.)+st(Maj)
3.
(2.)+TT(min)
C#m Eólio em C# min+Tst(Maj)+TT(min)
+st(Maj)+TT(min)
2.
(1.)+Tst(Maj)
3.
(2.)+TT(min)
4.
(3.)+st(Maj)
1.
min
G#m Eólio em G# min+st(Maj)+TT(min)
+Tst(Maj)+TT(min)
1.
min
2.
(1.)+st(Maj)
C#m Lócrio em C# min+Tst(Maj)+TT(min)
+st(Maj)+TT(min)
2.
(1.)+Tst(Maj)
1.
min
G#m Lócrio em G# min+st(Maj)+TT(min)
+Tst(Maj)+TT(min)
2.
(1.)+st(Maj)
3.
(2.)+TT(min)
4.
(3.)+Tst(Maj)
1.
min

Assim, chegamos à conclusão que os modos possíveis são:
Modo Jónico em E
Modo Jónico em A
Modo Lídio em A
Modo Mixolídio em E
Modo Frígio em C#
Modo Frígio em G#
Modo Eólio em C#
Modo Lócrio em G#

Agora é a altura em que você começa a pensar que estão a gozar consigo. Mas não desista, agora é qie isto vai começar a fazer sentido.

Se reparar bem na tabela, vai reparar nas seguintes semelhanças:

Jónico em E = Lídio em A = Frígio em G# = Eólio em C#
Jónico em A = Mixolídio em E = Frígio em C# = Lócrio em G#

Daí que esta sequência de acordes só tem duas formas de solar. Jónico em E ou em A. Na verdade, na sequência real de acordes, o primeiro é E e o terçeiro é G#. Normalmente (nem sempre) é para estes acordes (o primeiro e o terçeiro da sequência) que se escolhem as notas "alvo", pelo que vamos dizer que os modos a solar são Jónico em E e Lócrio em G#.

Se conheçe a música, ensaie e repare que a "lead guitar" toca as notas E e G# (com a variação final D# - E).

Outra conclusão importante: Na tabela fez-se a simulação para os acordes maiores e menores, mas se fosse feita só para os maiores ou só para os menores, a conclusão seria a mesma, pelo que na realidade só é necessário "simular" os acordes maiores ou só os menores:

Simulação só com acordes maiores:
Modo Jónico em E = Modo Lídio em A
Modo Jónico em A = Mixolídio em E

Simulação só com acordes menores:
Frígio em C# = Lócrio em G#
Frígio em G# = Eólio em C#

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Teoria Musical - Modos Gregos (Parte 1)


Introdução

Aprender a utilizar os modos é um passo essencial para se ser um bom guitarrista, pois este permitem ajudar a identificar a melhor forma de solar e improvisar sobre um determinado conjunto de acordes.

Embora seja importante perceber a teoria por trás da construção dos modos, apresenta-se um resumo rápido do resultado final e respectiva aplicação.

Talvez um dia se apresente aqui uma lição completa. Até lá, espero que esta informação seja útil.

O que são modos ?

Um modo é uma estrutura de intervalos construída através escala maior de Dó, mas com outra nota raiz. Como existem 8 notas na escala maior, existem 7 modos diferentes, óbviamente os de Ré, Mi, Fá, Sol,
Lá e Si. O 7º modo (Dó) corresponde ao da escala maior e denomina-se Jónio. 

O nomes dados aos modos são:

C - (Dó) - Jónio
D - (Ré) - Dórico
E - (Mi) - Frígio
F - (Fá) - Lídio
G - (Sol) - Mixolídio
A - (Lá) - Eólio
B - (Si) - Lócrio

Os modos foram baptizados pelos Gregos antigos, mas a ordem atribuída a cada escala foi 
posteriormente alterada pela Igreja. Os nomes apresentados são os utilizados na actualidade. 

Para que servem os modos ?

A estrutura de intervalos derivada de cada modo pode ser aplicada sobre qualquer nota raiz. Como cada modo tem uma sonoridade característica, os modos podem ser utilizados para se solar ou improvisarem sonoridades diferentes dentro do mesmo tom de nota.

Adiante explicar-se-á como determinar os modos implícitos para uma progressão de acordes (que modos solar / improvisar em função dos acordes).

É difícil caracterizar a sonoridade de cada modo, mas eu ouço-os da seguinte forma:

ModoIntervalosSonoridade
JónioT T st T T T stlímpido, estéril
DóricoT st T T T st Tsuave, "bluesy", "soulfoul"
Frígiost T T T st TTespanholada, árabe
LídioT T T st T T stlímpido como o Jónio, mas mais aberto
MixolídioT T st T T st TCoboiada ou Folk, mas também "funky"
EólioT st T T st T Tescuro e triste
Lócriost T T st T T Tsem palavras

Como se derivam os modos ?

Na tabela anterior já se apresentaram os intervalos de cada modo, para os contruir a partir da nota raiz. Este intervalos são derivados da transposição da escala maior de Dó. Exempo:

Escala de Dó: C D E F G A B C

Se tocar a escala de Dó, começando em Ré, obtém: D E F G A B C D

Esta notas continuam a pertençer à escala maior de Dó, porém, se a tocar repetidamente, parece uma escala de Ré. Lembre -se que não está a tocar a escala maior de Ré (D E F# G A B C# D)

A escala de Dó, começando em Ré tem a seguinte estrutura de intervalos: T st T T T st T, daí ser o modo de D - Ré - Dórico.

A estrutura de intervalos de cada modo é derivada desta forma. Para aplicação a uma nota raiz basta aplicar a estrutura de intervalos à nota raiz.

Na tabela seguinte apresenta-se, a título de exemplo, todos os modos da escala de Dó:

ModoIntervalosNotas
JónioT T st T T T stC D E F G A B C
DóricoT st T T T st TC D D# F G A A# C
Frígiost T T T st TTC C# D# F G G# A# C
LídioT T T st T T stC D E F# G A B C
MixolídioT T st T T st TC D E F G A A# C
EólioT st T T st T TC D D# F G G# A# C
Lócriost T T st T T TC C# D# F F# G# A# C

Como memorizar os modos ?

Só existem duas formas de memorizar os modos: a forma difícil e a muito difícil !

Aqui estão uns diagramas para ensaiar. A barra cinzenta representa a barra da guitarra onde se encontra a nota chave (raiz).

Modo Jónio:
tab guitarra modo jónio


Modo Dórico:
tab guitarra modo dórico

Modo Frígio:
tab guitarra modo frígio

Modo Lídio:
tab guitarra modo lídio

Modo Mixolídio:
tab guitarra modo mixolídio

Modo Eólio:
tab guitarra modo eólio

Modo Lócrio:
tab guitarra modo lócrio





Continuação...Parte 2