terça-feira, 1 de maio de 2012

Não Toque Mais Baixo, Toque Diferente.

Texto de: Fernando Garros
retirado da revista: ''Música Cristã & Sonorização''

Post direcionado para os bateristas das igrejas a fora, ele relata o velho problema da bateria muito alto na hora do louvor.

'' O volume da bateria, além do seu visual é responsável pelo conceito que a maioria das pessoas tem em relação a este instrumento dentro da igreja. E convenhamos, bateria não foi feita para ser acariciada com um lençol ou ser espancada como quem limpa um tapete no varal. A bateria é um instrumento acústico e depende única e exclusivamente da intensidade de quem a toca. E é ai meu amigo que reside a base de tudo.
As guitarras e baixos necessitam de amplificadores, as vozes mais ainda e os teclados idem,  mas microfonar a bateria de uma forma correta e conseguir um equalização adequada, requer muita técnica. O que ocorre na maioria das vezes, sobretudo nas igrejas é que a bateria acaba por não receber qualquer afinação.
Tirar som de uma bateria acústica sem sacrificar o volume, não é uma tarefa fácil. Mas também não é impossível. Bastam bom senso, técnica e alguns truques.
Quando me refiro a bom senso, quero dizer que o baterista precisa colocar na cabeça, que sua função única é manter ritmo, tempo, pulsação da música. Portanto isso precisa ficar claro. Exagero de notas, rolos incompreensíveis de tempo devem ser evitados. Você não está em um ambiente jazzístico. Está em um culto, onde a congregação atrasa ou acelera (principalmente quando surgem as palmas).
Quando falo em técnica quero me dizer na aplicação de dinâmicas. Primeiro é importante conhecer bem a música em questão para saber exatamente os pontos em que se deve amaciar ou aumentar a força dos toques. Claro que num ambiente de adoração, a emoção dita muito o que acontece na música, mesmo após sucessivos ensaios. Mas uma virada não precisa terminar com um ataque no prato por exemplo. Pode terminar sem ele, porquê não? Ou ao invés de no refrão partir para o ride, tente abrir o hi-hat suavemente.
Por fim existem alguns truques que podem ajudar a tirar o som da bateria na hora do culto. Por exemplo, experimentar tocar com vassourinhas uma música que você normalmente tocaria com baquetas. Afinal não é só na hora do ''modo jazz'' que você pode utiliza-las certo? Ou colocar uma toalha sobre a caixa para dar um efeito meio ''eletrônico'' para o beat. Ou ainda utilize hot-rods de plásticos ou nylon. Elas reduzem muito o volume e não não comprometem sua performance.
Com esses três pontos em mente, você obterá mais da sua bateria, sem fazer com que ela se sobressaia, evitando virar o assunto na reunião da liderança na semana seguinte.

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